Paraná registra 425 novos casos de dengue

O boletim semanal da dengue confirma nesta terça-feira (23) 425 novos casos da doença no Paraná. O Estado soma 3.129 casos neste período epidemiológico, iniciado em agosto de 2020. Há 344 municípios com notificações para a dengue e 212 apresentam confirmações. São 7.491 casos em investigação.

“A dengue exige atenção de todos, dos gestores das três esferas de governo, mas principalmente da população, pois cerca de 90% dos criadouros do mosquito transmissor da doença estão nos quintais e ambientes internos das residências paranaenses. Esta é uma informação que repetimos sempre, como forma de alerta para que a comunidade nos ajude, eliminando os focos que se concentram em recipientes que acumulam água parada”, ressalta o secretário estadual da Saúde, Beto Preto.

A Vigilância Ambiental da Secretaria de Estado da Saúde vem apoiando municípios de várias regiões nas ações de enfrentamento. “São municípios pequenos que solicitam nossa orientação e apoio no trabalho de campo para a busca e eliminação dos criadouros. Os técnicos percorrem praticamente a cidade inteira neste trabalho de detecção e remoção e aplicação de inseticida”, destacou a coordenadora de Vigilância Ambiental da secretaria, Ivana Belmonte.

Na semana passada a força-tarefa aconteceu no município de Serranóplis do Iguaçu, localizado na 9ª Regional de Saúde, de Foz do Iguaçu, e que apresentou grande aumento de número de casos de dezembro para cá.

A cidade de 4.513 habitantes concentrava os casos nos bairros Flor da Serra e Jardinópolis. Em dezembro essas áreas apresentavam 24 casos, número que subiu para 181 em fevereiro. No total, o município tem 200 casos confirmados de dengue.

“Equipes da vigilância municipal percorreram cerca de 150 quarteirões da cidade com limpeza, remoção de criadouros e aplicação de inseticida com equipamento costal. Passamos todas as orientações para que o município siga com este trabalho de combate”, complementou Ivana.

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Outono começa abafado e com chuva em algumas regiões do Estado

O outono começa às 6h38 deste sábado, 20 de março, e termina à 0h32 do dia 26 de junho. Segundo o Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), o primeiro dia será abafado. A temperatura mínima prevista é de 17 ºC em Ponta Grossa e a máxima deve atingir 34 ºC em Foz do Iguaçu e Paranavaí. As regiões Norte, Norte Pioneiro e Noroeste terão sol entre nuvens. Na Capital e nas regiões Leste, Campos Gerais, Central e Sul, é esperado tempo parcialmente nublado com chuva à tarde. No Oeste e Sudoeste o dia será parcialmente nublado com chuva e raios à tarde.

 

“O fenômeno climático La Niña segue atuando sobre as águas do Oceano Pacífico Equatorial, influenciando o clima no Paraná, mas perde força e tende a dissipar-se até o final da estação”, diz o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib. O cenário climático indica redução gradual do volume de chuva, que deve ficar abaixo da normalidade: “Estão previstos vários períodos prolongados sem chuva”, informa Kneib. Os principais eventos chuvosos serão causados por frentes frias.

No decorrer da estação, as manhãs e noites se tornam mais frias enquanto as tardes seguem quentes. A partir de maio, ondas de ar frio e seco serão mais frequentes e intensas, provocando expressivo declínio da temperatura do ar. Segundo o meteorologista, haverá alguns dias muito frios intercalados com períodos de calor.

Os veranicos, os nevoeiros e as geadas são fenômenos típicos da estação no Paraná, com intensidade e duração variáveis conforme o padrão climático predominante em cada região.

 

Agrometeorologia 

 

Segundo a agrometeorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR Paraná), Heverly Morais, o cultivo do milho safrinha será desafiador, pois a semeadura está atrasada devido à estiagem do ano anterior. “A cultura estará nos estágios de floração e início da frutificação, com os grãos leitosos, suscetíveis a danos por geadas e restrição de água e radiação solar”, explica. A situação é mais favorável para a cultura do trigo, bastante tolerante aos veranicos e episódios de frio intenso. As geadas moderadas e severas podem causar danos graves às plantações de café e hortaliças.

Alerta de geada

O serviço Alerta Geada entra em operação na primeira semana de maio e segue até o final do inverno. O Simepar emite as previsões de geada para todas as regiões do Paraná por categorias de intensidade – fraca, moderada ou forte – com antecedência de 72, 48 e 24 horas. Mensagens são disseminadas por celular e e-mail para usuários cadastrados, assim como nas redes sociais e veículos de comunicação.

 

Em caso de geada prevista com impacto em culturas sensíveis a baixas temperaturas, o IDR-Paraná orienta os agricultores a adotarem medidas para evitar ou reduzir danos às lavouras. Segundo Heverly Morais, neste ano o serviço será estendido à cultura da maçã, em sua maioria localizada no Sul do Estado.

Confira a TABELA dos valores das médias históricas de chuva (faixa de variação), temperatura mínima e temperatura máxima para cada região do Paraná nos meses de abril, maio e junho.

Covid-19: governo do Paraná quer comprar 16 milhões de vacinas

O governo do Paraná informou hoje (18) que formalizou a demanda para adquirir 16 milhões de doses de vacinas contra a covid-19. De acordo com a administração estadual, o montante pode chegar a 33 milhões de doses, a depender da capacidade de produção dos laboratórios.

O Paraná tem 11 milhões de pessoas. Seriam necessárias pelo menos pouco mais de 20 milhões de doses para imunizar o conjunto dos cidadãos, excluindo o público para quem ainda não há confirmação da eficácia da vacina, como crianças.

A intenção de compra foi formalizada em oito cartas para diferentes companhias. Caso a compra seja efetivada, as doses não ficarão no estado, mas serão destinadas ao Programa Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde.

Consórcio

O total de doses adquiridas pode ser maior. O governador do Paraná, Ratinho Júnior (PP) participou de reunião com os governadores do Sul, Carlos Moisés (SC) e Eduardo Leite (RS), onde foi discutida a criação de um consórcio e adoção de medidas conjuntas.

Foi debatida a possibilidade de formar um fundo com recursos dos três estados para fortalecer o consórcio como comprador na disputa por doses no mercado internacional. Uma intenção avaliada foi a de integrar “listas de espera” de fabricantes, em razão da alta demanda internacional.

A atuação do consórcio deve ser estendida também à compra de insumos. Aí entram equipamentos relacionados à oferta de oxigênio e medicamentos utilizados na intubação de pacientes. No encontro, o governador Ratinho Júnior admitiu que os três estados estão com escassez destes produtos.

Casos e mortes

Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estão entre os estados com mais casos de covid-19 do Brasil. Segundo a atualização diária do Ministério da Saúde sobre a pandemia de ontem, o Paraná era o terceiro (775.070), Rio Grande do Sul o quarto (763.794) e Santa Catarina o sexto (746.620). Os três estados já tiveram, respectivamente, 14.198, 15.819 e 9.121 pessoas mortas pela doença desde o início da pandemia.