Paraná lidera ranking nacional de vacinação contra a Covid-19

O Paraná é proporcionalmente o Estado que mais aplicou vacinas contra a Covid-19 no País. Até esta terça-feira (2) os 399 municípios paranaenses haviam usado 45% das doses encaminhadas pelo Ministério da Saúde. O índice é semelhante ao do Rio Grande do Norte, Espírito Santo e Distrito Federal.

A diferença, contudo, se dá em números absolutos. Enquanto o Paraná vacinou 158.780 pessoas, o Distrito Federal imunizou 76.424, o Espírito Santo 62.367 e o Rio Grande do Norte 52.261.

Já Rio Grande do Sul e Santa Catarina, os vizinhos de Região Sul, apresentam 35,84% e 36,84% respectivamente.

A participação do Paraná no ranking de imunizados é também consideravelmente superior à média nacional. Até o momento, 2.496.159 de pessoas já tomaram uma dose da vacina, o equivalente a 28,23% dos insumos recebidos pelas unidades da Federação. O levantamento foi feito com base nos dados divulgados pelo consórcio de veículos de imprensa a partir das informações das secretarias estaduais de saúde.

“O Paraná está acostumado a vacinar, tem experiência. São 1.850 salas de imunização à disposição da população, estrutura que está aliada a um ágil serviço de distribuição, com o uso de caminhões e aeronaves para facilitar a logística. Somos referência para o País”, afirmou o governador Carlos Massa Ratinho Junior. “Ainda não vencemos a pandemia, estamos vencendo uma parte dessa guerra contra o coronavírus”, acrescentou.

Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto explicou que o planejamento é proteger o mais rápido possível todos os paranaenses, seguindo o Plano Nacional de Imunização (PNI) elaborado pelo Governo Federal. “A ideia é vacinar os grupos focais nesse primeiro momento. Mas continuamos com todos os esforços voltados para trazer mais imunizantes ao Paraná com o objetivo de alcançar até 4 milhões de pessoas protegidas até maio”, destacou.

RESULTADO EXPRESSIVO – O resultado é ainda mais representativo quando se leva em consideração apenas as doses que já foram destinadas pelo Governo do Estado aos municípios. Até esta terça-feira, o Paraná havia vacinado 158.780 pessoas. O número representa 66,4% das 238.871 doses distribuídas – parte dos imunizantes da Coronavac segue armazenada no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar) aguardando o intervalo de aplicação de 21 dias entre as doses.

Treze das 22 regionais que formam o sistema público de saúde do Paraná já ultrapassam o índice de 80% de vacinados. Seis delas, Irati (4ª RS), Campo Mourão (11ª RS), Cianorte (13ª RS), Jacarezinho (19ª RS), Telêmaco Borba (21ª RS) e Ivaiporã (22ª RS) ultrapassaram a barreira dos 90%.

De acordo com a Secretaria estadual da Saúde, as 158.780 aplicações da primeira dose da vacina contra o coronavírus foram divididas entre 141.862 trabalhadores da saúde (89,3%), 9.233 idosos em asilos e profissionais cuidadores (5,8%), 7.397 indígenas (4,6%) e 188 pessoas com deficiência severa. São 8.346 novas imunizações em relação ao balanço de segunda-feira (01).

DOSES – A Secretaria da Saúde já distribuiu 238.871 para aplicação da primeira dose no público prioritário já definido. A outra parte do imunizante, no caso da CoronaVac, está estocado no Cemepar, como medida de segurança e melhor condições sanitárias.

As Regionais de Saúde que mais imunizaram em números absolutos foram Curitiba e Região Metropolitana (2ª RS), com 39.968 pessoas; Maringá (15ª RS), com 12.979; Londrina (17ª RS), com 12.393; Cascavel (10ª RS), com 11.259; Guarapuava (5ª RS), com 7.473; e Ponta Grossa (3ª RS), com 6.909.

As Regionais de Paranaguá, Irati, Maringá e Cornélio Procópio permanecem com o mesmo número de imunizados porque não atualizaram o banco de dados até o final do dia de terça-feira.

Proporcionalmente à quantidade de doses recebidas, os destaques foram Cianorte (13ª RS), com 97,5%, e Campo Mourão (11ª RS), com 97,1%.

PLANO – Segundo o Plano Estadual de Vacinação, na primeira etapa da imunização a população alvo é composta por profissionais de saúde, pessoas com mais de 60 anos que residem em Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) e os profissionais que atuam nos locais, população indígena e todos os trabalhadores que atuam em unidades de saúde que atendem pacientes com suspeita ou confirmados de infecção pelo novo coronavírus.

Na sequência o Estado planeja vacinar pessoas com 80 anos ou acima desta idade, pessoas entre 75 e 79 anos e assim sucessivamente até aqueles que tem idade variando entre 60 e 64 anos.

Com a quantidade de doses disponibilizadas até o momento e as que chegarão nos próximos meses, seguindo a ordenação por grupos prioritários, a previsão é vacinar o total de 4.019.115 pessoas até maio. A vacinação ocorrerá de acordo com o recebimento dos imunizantes, de forma gradual e escalonada. A expectativa é vacinar todos os paranaenses acima de 18 anos ainda em 2021.

Veja quanto cada Estado aplicou de doses em relação ao número de vacinas encaminhadas pelo Ministério da Saúde:

ACRE: 10,56%

ALAGOAS: 41.59%

AMAPÁ: 17,61%

AMAZONAS: 13,84%

BAHIA: 39,53%

CEARÁ: 36,11%

DISTRITO FEDERAL: 45%

ESPÍRITO SANTO: 45%

GOIÁS: 39,69%

MARANHÃO: 27,90%

MATO GROSSO: 19,35%

MATO GROSSO DO SUL: 24,2%

MINAS GERAIS: 20,66%

PARÁ: 23,78%

PARAÍBA: 25,48%

PARANÁ: 45%

PERNAMBUCO: 34,6%

PIAUÍ: 39,3%

RIO DE JANEIRO: 25,56%

RIO GRANDE DO NORTE: 45%

RIO GRANDE DO SUL: 35,84%

RONDÔNIA: 26,49%

RORAIMA: 13,18%

SANTA CATARINA: 36,84%

SÃO PAULO: 22,45%

SERGIPE: 29,49%

TOCANTINS: 16,19%.

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Covid-19: mortes passam de 242 mil e casos somam quase 10 milhões

O número de pessoas que não resistiram à covid-19 no Brasil subiu para 242.090. Em 24 horas, foram registradas 1.150 mortes. Há ainda 2.776 óbitos em investigação no país. As informações são da Agência Brasil.

Já o total de pessoas infectadas pelo coronavírus desde o início da pandemia chegou a 9.978.747. Em 24 horas, foram confirmados pelas autoridades sanitárias 56.766 novos casos.

Os dados estão na atualização diária do Ministério da Saúde, divulgada na noite desta quarta-feira (17). O balanço é produzido a partir de informações fornecidas pelas secretarias estaduais de saúde.

Há, ao todo, 786.207 pessoas com casos ativos da doença em acompanhamento por profissionais de saúde e 8.950.450 pacientes já se recuperaram.

Estados

Na lista de estados com mais mortes estão São Paulo (56.960), Rio de Janeiro (31.701), Minas Gerais (17.109) e Rio Grande do Sul (11.479). As unidades da Federação com menos óbitos são Acre (940), Roraima (995), Amapá (1.116), Tocantins (1.461) e Rondônia (2.586).

Em número de casos, São Paulo também lidera (1.938.712), seguido por Minas Gerais (816.901), Bahia (639.227), Santa Catarina (622.727) e Paraná (601.554).

“Precisamos de vacinas, urgente!”, diz Michele Caputo

O deputado MIchele Caputo (PSDB), coordenador da Frente Parlamentar do Coronavírus, pediu nesta terça-feira, 16, mais responsabilidade das autoridades do país em relação ao planejamento do plano de imunização do coronavírus. “O que tem faltado e estou cobrando das autoridades sanitárias em todo lugar e, principalmente, do Ministério da Saúde, é planejamento, respeitar as questões técnicas, a epidemiologia da doença, ouvir os profissionais que há muitos anos trabalham no controle de doenças graves”, disse.

A frente parlamentar completou um ano de atuação, debateu o impacto da doença, apresentou sugestões de enfrentamento do coronavírus e até visitou os laboratórios que agora estão produzindo as vacinas.”No Brasil, só fomos ter os primeiros casos seguidos de óbitos em abril e hoje temos milhões de contaminados e milhares de mortos, tanto no Paraná quanto no Brasil”.

“Isso (o planejamento) não está acontecendo da forma que deveria e hoje, o maior problema, é o acesso às vacinas. Perdemos oportunidades importantes, a vacina da Pfizer, a vacina do Butantam, a Astrazeneca, agora chegando a vacina da Sputnik”, completou o deputado.

Michele cobrou mais responsabilidade das autoridades nos três níveis de poder, municipais, estaduais e principalmente no governo federal. “Tem que saber que planejamento em relação ao coronavírus significa salvar vidas, significa aliviar a pressão sobre o sistema de saúde do Brasil. Todo canto em todo lugar, temos salas de vacinas preparadas e profissionais capacitados. Nós precisamos de mais vacinas, urgente”.