Paraná alcança 80,6% da população adulta vacinada com duas semanas de antecedência

O Paraná alcançou nesta terça-feira (17), com duas semanas de antecedência, a simbólica marca de 80% da população adulta imunizada com a primeira dose (D1) ou dose única (DU) da vacina contra a Covid-19 – a expectativa do Governo do Estado era que a meta fosse batida apenas no fim deste mês. O índice foi celebrado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior durante visita ao Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), local em que as vacinas ficam armazenadas em Curitiba.

“É, sem dúvida, um dia muito importante e especial para todos nós paranaenses. Chegamos a 80,6% das pessoas vacinadas, seja com a primeira ou a dose única, algo que pensávamos alcançar apenas no fim de agosto. Mais um passo que damos em busca da imunização completa no Paraná”, destacou Ratinho Junior.

De acordo com o Vacinômetro do Sistema Único de Saúde (SUS), esse grupo é formado atualmente por 7.036.789 pessoas de uma população vacinável estimada em 8.720.953, ou seja, 80,6% daqueles com mais de 18 anos no Estado. Ainda segundo a ferramenta vinculada ao Ministério da Saúde, 6.719.256 pessoas receberam a D1 (CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer) e outras 317.533 DU, doses exclusivas da Janssen.

No total, somando também as segundas doses (D2), o Paraná completou 9.509.570 aplicações nesta terça-feira. “Conseguimos avançar a antecipar o cronograma, fruto de uma união de esforços de todos os profissionais da Secretaria de Estado da Saúde e também dos municípios, que são quem aplicam as vacinas E o que é melhor, chegamos com uma vacinação igualitária, com os municípios, pequenos ou grandes, na mesma condição.”, afirmou o governador.

Ratinho Junior lembrou que, com a antecipação, o Estado ganha fôlego para alcançar o segundo objetivo, que é vacinar 100% da população adulta com D1 ou DU até o fim de setembro. “É um novo cronograma, que vai reforçar o planejamento e o excelente ritmo que a vacinação alcançou no Paraná”, comentou.

O governador ressaltou que o aumento no número de imunizados permite à Secretaria de Estado da Saúde concentrar forças também na vacinação de crianças e adolescentes entre 12 e 17 anos – atualmente apenas o medicamento produzido pela Pfizer está autorizado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para aplicação nesta faixa etária da população. “A ideia é começar em outubro, tão logo toda a população adulta tenha recebido ao menos a primeira ou a dose única”, disse.

Outro ponto, afirmou ele, é que o Estado consegue avançar também no planejamento para o retorno de eventos com público, como shows musicais e partidas de futebol. “Já está em estudo por parte da Secretaria da Saúde a melhor maneira de se organizar esses eventos. Mas, claro, sem afobação. Com público reduzido e todos vacinados com, ao menos, a primeira dose”, afirmou o governador.

Segunda Dose

Ratinho Junior destacou, também, que o Paraná não precisou desviar nenhuma dose destinada para segunda aplicação durante esses mais de oito meses de campanha vacinal contra a Covid-19, seguindo à risca o planejamento traçado pelo Ministério da Saúde. “Não entramos em nenhum tipo de competição, de Olimpíada da Vacina, para ver quem imuniza antes. Respeitamos os prazos e as doses para fazer com que o processo seja único para todas as cidades”, disse.

Secretário de Estado da Saúde, Beto Preto afirmou que até o momento 2.790.314 paranaenses completaram o esquema vacinal (D1 + D2 ou DU). O montante equivale a 32% da população adulta vacinável do Estado. “É importante reforçar a importância de se completar o ciclo. São as duas doses que garantem a imunização completa, o que realmente vai proteger as pessoas”, disse ele. “E também em relação à segunda dosagem estamos cumprindo o planejamento, com doses reservadas e garantidas, dentro do prazo”.

Municípios 

Os municípios que mais aplicaram vacinas na população, em quantidade absoluta de doses, foram Curitiba (1.675.100); Londrina (462.864); Maringá (423.735); São José dos Pinhais (271.314); Cascavel (265.805); Ponta Grossa (245.650); Foz do Iguaçu (229.232); Colombo (176.478); Paranaguá (172.159) e Guarapuava (162.943).

Ainda segundo o Vacinômetro do SUS, o Ministério da Saúde destinou ao Paraná 11.671.470 doses de imunizantes, sendo que 10.813.180 já foram entregues e 858.290 estão em processo de distribuição. Logo que chegam ao Estado, as vacinas são recebidas e divididas no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar), para serem encaminhadas rapidamente aos municípios das 22 Regionais de Saúde.

 

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No Dia da Mulher, Nota Paraná faz uma nova milionária em Curitiba

No Dia Internacional da Mulher, duas mulheres ganharam os maiores prêmios do Programa Nota Paraná. O maior deles, no valor de R$ 1 milhão, saiu para uma contribuinte de Curitiba. O segundo prêmio, de R$ 200 mil, foi para outra paranaense, de Palmas, no Sudoeste do Estado. O sorteio aconteceu na manhã desta segunda-feira (08).

Além desses, foram sorteados 40 prêmios de R$ 10 mil e 40 mil prêmios de R$ 10. Ainda nesta semana as vencedoras serão notificadas pela coordenação do programa e terão os valores depositados nas contas correntes cadastradas.

 

Através dos sorteios o programa distribui mensalmente R$ 4,2 milhões – R$ 2 milhões entre consumidores que solicitam CPF na nota e R$ 2,2 milhões para entidades que cadastram o CNPJ e/ou recebem doações de notas fiscais. Outros R$ 800 mil serão sorteados entre os contribuintes que se credenciaram no Paraná Pay, cujo primeiro sorteio foi adiado devido às restrições impostas pela pandemia de Covid-19.

 

Créditos

 

Também nesta segunda-feira, o Programa Nota Paraná liberou os créditos para os consumidores que solicitaram CPF na nota nas compras de dezembro.

São R$ 31 milhões, sendo R$ 28,2 milhões para consumidores com CPF identificado e R$ 2,8 milhões para instituições com CNPJ informado. O valor é o maior em 11 meses e representa um acréscimo de R$ 7 milhões em comparação ao valor restituído do mês de fevereiro, que foi de R$ 24 milhões.

Confira as 10 instituições premiadas com R$ 20 mil:

1. Associação Ministério Melhor Viver – Ponta Grossa

2. Hospital Nossa Senhora das Graças – Curitiba

3. União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer – Cascavel

4. Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo – Laranjeiras do Sul

5. Associação de Pais e Amigos do Karatê – Ponta Grossa

6. Hospital Nossa Senhora das Graças – Curitiba

7. Associação Cultural e Educação Infantil Menino Jesus – Maringá

8. Corbélia Proteção Animal – Corbélia

9. Clube das Mães Unidas – Londrina

10. Associação Paranaense de Cultura – APC – Curitiba

Paraná possui mais de 549 mil mulheres empreendedoras, quarta maior marca do Brasil

Estudo do Sebrae aponta que crise do coronavírus interrompeu o crescimento da participação das mulheres no empreendedorismo

O Paraná possui 549.572 empreendedoras, segundo o estudo do Sebrae, “Empreendedorismo Feminino no Brasil”, que traz o perfil das empresárias brasileiras até o terceiro bimestre de 2020, com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD). No Paraná, elas estão no comando de 34% das empresas e quase a metade delas (49%), tem menos de 44 anos de idade.

Além de gerenciar o próprio negócio, 47% das empresárias paranaenses também são chefes de domicílio. Mesmo com o desafio de lidar com várias tarefas no dia a dia, a mesma porcentagem de mulheres dedica mais de 40 horas por semana ao negócio. No Estado, 18% delas são empregadoras, a terceira maior proporção no Brasil.

Por conta da pandemia de coronavírus, as empreendedoras em todo Brasil sofreram com os impactos da crise. Conforme o estudo, dos 25,6 milhões de donos de negócio no Brasil, 33,6%, ou 8,6 milhões eram liderados por mulheres em 2020. No ano anterior, a presença feminina era maior, correspondia a 34,5% do total de empreendedores.

A gestora do Programa Sebrae Delas no Sebrae/PR, Dianalu de Almeida Caldato, explica que um dos fatores para essa retração foi a necessidade de cumprir jornada tripla, com as crianças em casa e a dedicação aos cuidados com idosos, por exemplo, o que faz parte de uma cultura que ainda sobrecarrega mais as mulheres.

“As características comportamentais das mulheres ajudaram na adaptação. Normalmente, elas se preparam mais para iniciar uma atividade, portanto, “antenadas” com as tendências e o cenário de atuação. Isso se refletiu na pandemia. Elas inovaram mais, entraram rápido para o digital e expandiram seus negócios encontrando novos caminhos”, explica Dianalu.

 

A empreendedora Danila Chaves, de Paranacity, no noroeste do Paraná, vende roupas há 12 anos. Ela já havia começado negócios pela internet, mas com a pandemia decidiu fechar de vez a loja física e permanecer somente com atendimento online. Ela usa principalmente o Instagram para vender as peças, que envia para as clientes por transportadora ou Correios.

“Eu observava as pessoas interagindo com as postagens que fazia e comecei a estudar e entender melhor as ferramentas digitais. Comecei a monetizar e, em 2020, desisti do atendimento físico. Eliminei uma série de gastos mensais e hoje vivo a minha melhor fase financeira”, comemora Danila.

Participante do Sebrae Delas, a empreendedora diz que busca atualização constante e que humanizar as redes tem sido uma estratégia eficaz. A exposição da própria imagem abriu caminho para novos desafios e agora ela também oferece mentorias para outras empreendedoras.

Foco no digital e na expansão do negócio

A ex-executiva de marketing Cleonice Teresinha Wasilkoski decidiu empreender há quatro anos, quando inaugurou, em Curitiba, uma loja de moda íntima e pijamas. Com apoio do Sebrae/PR, por meio de cursos e consultorias, estudou bastante sobre o segmento.

“Optei por abrir um negócio relacionado a algo que eu gosto muito e, ao longo do tempo, tenho me capacitado, feito parcerias com fornecedores e buscado um mix de produtos para um modelo mais rentável e produtivo”, afirma.

Além da loja de rua, que foi bastante afetada pelas medidas restritivas tomadas pelos governos na pandemia, ela inaugurou um segundo ponto em um shopping da capital paranaense em meio à crise. Para driblar a diminuição do número de clientes nas lojas físicas, a empresária criou do zero o próprio site, passou a comercializar as peças online e já tem planos de expandir os negócios.

“Quero aumentar as vendas no site e redes sociais e tenho o sonho de abrir uma marca própria de lingeries. Outro sonho é o de desenvolver um projeto de peças especiais voltadas a mulheres mutiladas e mastectomizadas, como uma forma de dar mais autoestima a elas”, conta, entusiasmada.

Desafios

Nesse momento de incertezas, com novas medidas restritivas adotadas para conter o avanço da pandemia, a consultora Sebrae/PR, Dianalu de Almeida Caldato, orienta a realização de um planejamento de curto prazo.

“As mulheres têm como habilidade se reerguer diante de grandes desafios. Vale a pena traçar estratégias de sobrevivência de curto prazo, que incluem alternativas imediatas. O período turbulento vai passar e quem sem planejou e inovou terá melhores condições de crescer na retomada”, orienta.

A 9ª Pesquisa de Impacto do coronavírus nos pequenos negócios, de novembro de 2020, já indicava que as mulheres empreendedoras foram mais prejudicadas no que diz respeito ao faturamento mensal (75% delas acusaram diminuição, contra 71% dos homens). Mas, as empreendedoras foram mais proativas no enfrentamento às dificuldades, sendo que 46% delas passaram a comercializar novos produtos/serviços, contra 41% dos empresários.

Outros dados sobre o empreendedorismo feminino:

Paraná:

• 18% das empreendedoras paranaenses são empregadoras (no Brasil, o número é de 13%);

• 67% delas têm de 1 a 5 empregados;

• 49% têm até 44 anos;

• 45% das paranaenses empreendem no setor de serviços;

• 60% das empresárias contribuem para a previdência social;

• 47% trabalham mais de 40 horas por semana no negócio;

• 23% das empreendedoras paranaenses são negras;

Brasil:

• No 3º trimestre de 2020, haviam 25,6 milhões de donos de negócio no Brasil, sendo 8,6 milhões de mulheres (33,6%) e 17 milhões de homens (66,4%);

• Entre as donas de negócio no Brasil, 29% têm nível superior, 39% nível médio, 24% fundamental, 1% sem instrução e 7% não informaram;

As mulheres Donas de Negócio (comparado aos homens):

• Têm maior grau de escolaridade

• São mais jovens

• Ganham menos

• Trabalham mais sozinhas (Conta Própria)

• Trabalham menos horas no negócio

• Estão há menos tempo na atividade atual

• 49% são chefes de domicílio

• Empregam menos (menor proporção de empregadoras e menor número de empregados)

• Têm estruturas de negócio mais simples

• Contribuem mais à previdência na atividade atual

• Trabalham mais no setor de serviços (destaque: alojamento e alimentação)